CREDITO E MERCADO Nossa Visão – 21/06/2022

NOSSA VISÃO – 13/06/2022

RETROSPECTIVA

Tivemos uma semana complicada para a bolsa de valores e para o câmbio.

O dólar teve alta de 4,43% na semana. No ano, a moeda apresenta desvalorização de 10,54% frente ao real.

Já o Ibovespa encerrou a semana em queda de -5,1% aos 105 mil pontos.

O IBGE divulgou o desempenho do comércio em abril, o qual apresentou alta de 0,9%, sendo o quarto mês seguido de ganhos, trazendo boas expectativas diante do atual momento.

O IPCA de maio veio abaixo do esperado ao subir 0,47%. No ano, o índice acumula alta de 4,78% e, em 12 meses, alta de 11,73%. Esses dados reforçam que o ciclo de alta na taxa de juros pode estar próximo de seu fim.

O Congresso aprovou um projeto de lei que permite utilizar o valor dos impostos arrecadados pelas distribuidoras para reduzir a conta de energia elétrica.

Nos EUA, o índice de preços ao consumidor subiu 1,0% em maio, acima do que era esperado pelo mercado, sendo 8,6% no acumulado em 12 meses até maio, sendo a maior taxa em 40 anos.

Este aumento se deve principalmente pela elevação preço global dos combustíveis, consequência da guerra entre Rússia e Ucrânia, que trouxe também alta em outros setores tais como: alimentos, alugueis entre outros.

Com o aumento na inflação dos EUA, os investidores ficam em alerta quanto aos impactos que podem ser sofridos aqui no Brasil, a expectativa é de que o FED continue aumentando a taxa de juros e isso pode ocasionar uma fuga de capital de países emergentes, tal como o Brasil

Os índices S&P500 e Nasdaq encerram a semana em queda de mais de -5,0%.

A presidente do Banco Central Europeu informou que elevará os juros no mês de julho, também consequência da forte inflação por lá.

Já na China, o PMI composto avançou para 42,2 em maio. Já o CPI subiu 2,1% na comparação anual de maio e ficou em linha com o esperado pelo mercado.

RELATÓRIO FOCUS

A greve de alguns colaboradores do Banco Central afetou novamente a divulgação do Boletim Focus da semana. Os trabalhadores querem reajustes de 13,5% no salário para todo o funcionalismo federal a partir de julho.

PERSPECTIVAS

No Brasil, haverá a reunião do Copom para definir a taxa básica de juros (Selic), a qual há expectativa de aumento de 0,50 p.p.. Além disso, serão divulgados os resultados do setor de serviços em abril.

Nos EUA, teremos a decisão de juros do Federal Reserve (Fed) e a divulgação de dados de inflação ao produtor de maio.

O Banco da Inglaterra (BoE) também anunciará decisão de política monetária. Além disso, será divulgado os dados de inflação ao consumidor na Europa referente a maio.

No Japão, o Comité de Política Monetária (MPC) também decidirá a taxa de juro de a curto prazo.

Quanto a nossa recomendação, permanece a sugestão de cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.

Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma exposição de 15% em fundos de curto prazo (CDI), enquanto os fundos de médio prazo representam 10% de acordo com a nossa alocação tática.

Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).

Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade. Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.

Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

INVESTIDOR COMUM – SEM PRÓ GESTÃO

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

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