CREDITO E MERCADO NOSSA VISÃO – 06/06/2022

NOSSA VISÃO – 06/06/2022

RETROSPECTIVA

O Ibovespa fechou em queda de 1,15% na sexta-feira (3), aos 111.102 pontos. O principal índice da bolsa brasileira acompanhou o dia negativo dos mercados internacionais, que também fecharam, majoritariamente, em queda. Com isso, na semana, o índice teve queda de 0,75%, interrompendo uma sequência de três altas semanais.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones fechou a sessão em baixa de 1,05%, o S&P 500, de 1,64%, e o Nasdaq, de 2,47%.

O dólar encerrou o acumulado da semana em alta de 0,83%, após três semanas consecutivas de queda nas quais acumulou baixa de 6,60%.

A reunião do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, com os sindicatos que representam os servidores da autarquia terminou na noite da última sexta-feira (3), sem avanços nas negociações salariais, segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Fábio Faiad, em nota. Com isso, a greve por tempo indeterminado da categoria continuará, completou Faiad. Os servidores pedem 27% de recomposição salarial.

A produção industrial teve variação positiva de 0,1% em abril, na comparação com o mês anterior, terceiro mês seguido de avanço, acumulando no período alta de 1,4%.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre veio abaixo da expectativa do mercado, mas a alta de 1,0% foi um bom resultado e melhora o “carrego estatístico” para 2022, de 0,3% para 1,5%, apontam economistas e análises preliminares do indicador. O desempenho foi puxado pelo setor de serviços, que representa 70% do PIB e foi impulsionado pelas pessoas voltando a circular e a consumir mesmo com o surto da variante ômicron no início do ano. A retração da agropecuária já era esperada, e o lado negativo foi a forte queda dos investimentos.

No mercado externo, os Estados Unidos criaram 390 mil vagas de trabalho em maio, de acordo com o Relatório de Emprego (payroll) divulgado na última sexta-feira (3) pelo Departamento de Trabalho. O dado foi acima do esperado.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da zona do euro recuou de 57,7 em abril a 56,1 em maio, no menor nível em dois meses, de acordo com pesquisa final divulgada na última sexta-feira (3).

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) decidiu na última semana, após reunião regular, elevar a sua produção da commodity em 648 mil barris por dia (bpd) em julho, elevando o acréscimo anteriormente previsto, de 432 mil bpd. Segundo a entidade, o aumento de 432 mil bpd previsto para setembro vai ser adiantado e distribuído igualmente entre julho e agosto.

Destacando que na última semana sem uma sinalização de que esteja perto de acabar, a guerra entre Rússia e Ucrânia, que completou semana passada 100 dias, vem impactando a economia mundial, o que – automaticamente – se reflete nos ativos listados na bolsa de valores. Em especial, os preços das commodities, sejam energéticas, metálicas ou alimentares, dispararam com o conflito.

Relatório FOCUS

A greve de alguns colaboradores do Banco Central afetou a divulgação do Boletim Focus da semana. Os trabalhadores querem reajustes de 5% no salário para todo o funcionalismo federal a partir de julho.

PERSPECTIVAS

A inflação é o assunto central dos investidores nessa semana, tanto no Brasil como nos EUA. No caso brasileiro, somam-se às preocupações de alta dos preços os riscos fiscais com a proximidade das eleições presidenciais de outubro, mas, o alerta de aceleração inflacionária é global, sendo a maior preocupação do Federal Reserve nos EUA e de outros bancos centrais.

No mercado doméstico a divulgação dos números da inflação de maio no Brasil na quinta-feira (9) é o principal dado econômico do país nessa semana. A expectativa do mercado é de que, finalmente, o IPCA tenha começado a desacelerar, embora a continuação de novas surpresas e dados acima do esperado não seja descartado.

Já no mercado externo o foco é no relatório de inflação ao consumidor dos EUA para maio, com divulgação marcada para sexta-feira (10), vem alguns dias antes da próxima reunião do Federal Reserve e irá atuar como o ingrediente final antes de o Fed decidir em quanto vai aumentar os juros.

Na Europa, a Reunião do Banco Central Europeu, irá discutir o fato de que a inflação na zona do euro atingiu altas recordes acrescentou mais urgência, e com isso deixe claro que os aumentos dos juros estarão a caminho no 3º trimestre.

O aumento anunciado de 50% na produção da OPEP+ pouco fez para frear o aumento do petróleo bruto, com tanto os futuros do petróleo WTI e o Brent encerrando a semana pouco abaixo de US$ 120 por barril.

E com isso a semana à frente, os olhares também estarão voltados para a decisão do presidente dos EUA, Joe Biden, quanto a se encontrar ou não com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, em meio a questões relacionadas aos direitos humanos.

Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.

Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma exposição de 15% em fundos de curto prazo (CDI), enquanto os fundos de médio prazo representam 10% de acordo com a nossa alocação tática.

Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).

Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade.

Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.

Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

INVESTIDOR COMUM – SEM PRÓ GESTÃO

* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.

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