CREDITO E MERCADO NOSSA VISÃO – 02/05/2022

NOSSA VISÃO – 02/05/2022

Retrospectiva

Tivemos uma semana que apresentou resultados negativos tanto para a bolsa de valores, quanto para o câmbio.

O Ibovespa encerrou a semana com queda de -2,9% aos 108 mil pontos. Em abril, o índice acumulou queda de -10,1%, sendo o primeiro mês do ano negativo. Além disso, os mercados globais também enfrentaram resultados negativos, sendo que a Nasdaq teve o pior mês desde outubro de 2008 e o S&P 500 teve o pior mês desde março de 2020.

Já o real se desvalorizou e o dólar encerrou a semana com alta de 3,1%, com cotação de R$4,98/US$.

Na semana também teve a divulgação do IPCA-15 para o mês de abril, o qual apresentou alta de 1,73%, sendo o maior valor desde 1995, entretanto, está abaixo das expectativas.

A Câmara aprovou a medida que torna o “Auxílio Brasil” no valor de R$ 400,00 permanente.

O PIB dos EUA recuou -1,4% no primeiro trimestre de 2022, estando abaixo do consenso, que esperava crescimento de 1,1%.

O índice de preços de gastos com consumo norte americano (medida de inflação do Fed) apresentou alta de 5,2%, estando em linha com o esperado.

A política de zero-Covid da China prejudica as perspectivas de recuperação econômica global e intensifica os problemas nas cadeias produtivas globais. O rumor de um possível novo lockdown se intensificou com a expansão dos testes em massa em Pequim. Por outro lado, o governo chinês reafirmou que implementará políticas para estimular a economia.

O porto de Xangai não está descarregando mercadorias dos inúmeros navios que aguardam a liberação para o descarregamento, inclusive de alimentos. Como resultado, pressionará o aumento da inflação mundial.

O preço do barril de petróleo e no minério de ferro tiveram uma leve queda, ocasionado pela possível desaceleração econômica chinesa.

A Rússia anunciou corte de fornecimento de gás à Polônia e à Bulgária. Além disso, o governo russo fez ameaças de conflito nuclear à Ucrânia.

Relatório Focus

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção aumentou de 7,65% para 7,89% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA subiu de 4,00% para 4,10%. Para 2024, as estimativas se mantiveram em 3,20%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) se aumentou de 0,65% para 0,70% em 2022. Para 2023, a estimativa se manteve em 1,00%. Para 2024 a projeção se manteve em 2,00%, e para 2025, a projeção também se manteve em 2,00%.

Para a taxa de câmbio em 2022, o valor se manteve em R$5,00. Para 2023, a projeção aumentou de R$ 5,00 para R$5,04. Para o ano de 2024, a projeção caiu de R$ 5,05 para R$ 5,00, e para 2025 a projeção diminuiu de R$5,10 para R$5,02.

Para a taxa Selic em 2022, a projeção se manteve em 13,25%. No ano seguinte, a projeção subiu de 9,00% para 9,25%. Em 2024 a projeção permaneceu em 7,50% e para 2025, as projeções se mantiveram em 7,00%.

Perspectivas

No Brasil, o destaque será o Copom, que irá definir a taxa básica de juro, o qual possui expectativas de alta de 1%, elevando a Selic para 12,75% a.a. Além disso, serão divulgados o IBC-Br de fevereiro e a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) referente a março, estatísticas fiscais de fevereiro e o IGP-DI de abril.

Já nos EUA, teremos a definição da taxa de juros americana pelo FOMC, Comitê de Política Monetária do Fed. O mercado espera uma elevação de 0,5 p.p. Além disso, será divulgado os dados de emprego de abril.

Teremos a divulgação da inflação ao produtor e a taxa de desemprego na Europa para março e a divulgação dos índices de gerentes de compras de países desenvolvidos.

Quanto a nossa recomendação, permanece a sugestão de cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.

Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma exposição de 15% em fundos de curto prazo (CDI), enquanto os fundos de médio prazo representam 10% de acordo com a nossa alocação tática.

Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).

Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade. Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.

Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.

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